Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/11/2020
Hipocondria é um problema psicológico que faz a pessoa acreditar que está sempre doente, podendo apresentar sintomas e se automedicar. Mas, na verdade, ela não tem nada. Esse é mal antigo, que ganhou outra forma e novo nome: a cibercondria, chamada de hipocondria da era digital. Atualmente, por conta da facilidade, as pessoas conseguem remédios sem prescrição médica, ou seja, com o auxílio farmacêutico, principalmente em países subdesenvolvidos, surgindo assim a cibercondria, a doença da era digital pós-revolução industrial. Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma maior orientação para a comunidade, assim como uma maior atenção para as pessoas ansiosas.
A priori, é importante destacar que, em função da falta de orientação sobre as novas tecnologias as famílias não sabem sobre os prejuízos quando essas são utilizadas de forma errônea para cuidar da saúde. Destaca-se consultas virtuais como impulsionador do atendimento médico virtual. Isso porque as pessoas buscam informações fáceis pela internet e optam por um diagnóstico em sites e redes sociais. Nesse sentido, deve ocorre um maior controle sobre o acesso às pesquisas na internet, de acordo com os sintomas, e um esclarecimento das autoridades sobre a forma de diagnosticar dos médicos, que leva em conta muitos fatores.
Outrossim, pessoas ansiosas, apresentam uma maior dificuldade para lidar com temas que ainda lhes são incertos, a pesquisa na internet visa a apaziguar sua ansiedade pessoal, pois sem estas informações, dificilmente essas pessoas conseguiriam “se desligar”. Ocorre que, na tentativa de se informar mais sobre sua doença, se deparam com algumas centenas (ou milhares) de explicações, desenvolvendo ainda mais ansiedade e criando, desta forma, uma verdadeira bola de neve. Outro problema que aumenta expressivamente os níveis de ansiedade destes pacientes é quando descobrem sintomas que são conflitantes, ou seja, quando aparecem em mais de um tipo de doença, gerando ainda mais angústia pessoal.
Dessa forma, é mister que o Ministério da Saúde, que tem como função de oferecer a promoção, proteção e recuperação da saúde da população, para a minimização dos problemas decorrentes, crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação que incentive a procura de médicos e advirtam os cidadãos dos riscos para a saúde, sugerindo ao publico alvo que ingira apenas remédios receitados por médicos profissionais, e não busquem se auto medicar preservando então a sua saúde. Somente assim será possível diminuir a automedicação, além da diminuição dos efeitos colaterais de drogas sem autorização de um especialista.