Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/11/2020

No estopim da Revolução Técnico-Científico-Informacional, entrando em vigor na segunda metade do século XX, na qual as redes de telecomunicações e redes wireless estavam em crescente desenvolvimento. Visto isso, as notícias foram chegando de maneiras simultânea, facilitando a vida das pessoas. No entanto, existem vários sites e aplicativos que dão diagnóstico rápido, sem mesmo consultar um profissional de saúde, em virtude disso, muitos indivíduos acabam se medicando e tomando providências para doenças que não afetaram, ou não existem nelas. Sabendo disso, o Instituto de  Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ) efetuou uma pesquisa, afirmando que em um grupo de 1480 pessoas, 76,4% se automedicam, por conseguinte de indicação de familiares e falsos diagnósticos feitos por sites online, sendo uma problemática bastante preocupante.

Em princípio, deve-se levar em conta a pressão psicológica do indivíduo, em saber que tem uma doença e o que ela pode causar em seu organismo, por conta disso, os sujeitos podem ter dores musculares fortes, seguidos de dores de cabeça, ansiedade, sintomas afirmados por profissionais da saúde, em virtude dessa pressão exercida pela “descoberta” de alguma doença em seu corpo. Haja vista a quantidade de pessoas que se automedicam, no ano de 2006, a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) exprime que, anualmente, por volta de 20 mil pessoas vêm a falecer, em virtude da medicação por conta própria.

Crente de que irão melhorar de possíveis doenças que são portadoras, os indivíduos compram anti-inflamatórios, ao ser ingeridos ou usados de forma indevida, podem ocasionar úlceras e até sangramentos no sistema digestório; até mesmo analgésicos que podem mascarar o sintomas de outras doenças, e antibióticos que tem o poder de dar maior resistência para outras doenças.

Com o intuito de melhorar a saúde e facilitar as pessoas a terem acesso a informação e cuidar mais da saúde, os sites e aplicativos para exercitar a saúde estão sendo vilões, como dito pela nutricionista e autora americana, Adelle Devis, que afirma " É estranho, de fato, que quanto mais aprendemos sobre como construir saúde, menos saudáveis se tornam os americanos." citação esta, podendo ser reflexo do mundo atual.

Em suma, deve-se ampliar o investimentos e capacitação de mais profissionais de saúde, ademais, fortalecer a implementação de sistemas regulatórios para uso de remédios no geral, e a expansão do conhecimento sobre a automedicação e de seus perigos, o estado irá oferecer esses serviços, para a sociedade não agir de forma inconsciente, podendo colocar sua vida e de próximos em risco.