Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 29/11/2020

Segundo o sociólogo Pierri Bourdieu, “o que se cria como ferramenta da democracia não deve se transformar em ferramenta de manipulação”. No entanto, considerando que a ineficácia da fiscalização pública em ambiente virtual pode levar ao aparecimento de manifestações psicopatológicas e comprometer o progresso social, o pensamento de Bourdieu não dá ênfase à prática.

Sendo assim, deve-se ressaltar que a facilidade de acesso a múltiplos conteúdos e a ineficiência das fiscalizações exacerbam a possibilidade de fraudes online. Isso acontece quando as pessoas se dedicam à Internet e tentam resolver seus problemas, principalmente complicações de saúde. Dessa forma, além de potencializar a doença, o diagnóstico mal interpretado e a automedicação são os principais motivos que dificultam o tratamento.

Ademais, é importante mencionar que o problema da automedicação é grave e preocupante. Segundo pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ITQ), 76,4% da população brasileira usa a Internet para se automedicar, um dado bastante preocupante, em primeiro lugar porque a escolha de antígenos mais resistentes pode causar melhoria falsa e temporária dos sintomas. Sendo que, o alívio temporário serve apenas para encobrir a doença e dar aos pacientes uma falsa sensação de cura, exacerbando a superlotação do sistema público de saúde.

Portanto, para conscientizar o povo brasileiro sobre esse problema, o Ministério da Saúde necessita, com urgência, usar recursos do governo para a realização de campanhas publicitárias nas redes sociais que enfatizem os prós e os contras do mundo virtual, principalmente no que diz respeito à automedicação. Além disso, os órgãos federais também devem aumentar a fiscalização do conteúdo relacionado à saúde postado na Internet, por meio da criação de programas de vigilância. Como resultado, a sociedade evoluirá e a expectativa de vida também.