Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 29/11/2020

É indubitável que o advento da internet facilitou o acesso à informação. Contudo, esse acesso dinamizado intensifica a condição de indivíduos hipocondríacos: quando essa doença atinge o meio tecnológico, ela passa a ser chamada de cibercondria, sendo preocupante à sua dimensão, por causa da vasta disponibilidade de informações na internet. No Brasil, as causas para a intensificação da cibercondria estão no anseio de terminar uma ansiedade pessoal, aliado ao comodismo e têm como consequências efeitos colaterais da automedicação e desconfiança nos profissionais da saúde.

De acordo com o Jornal Globo, 8 em cada 10 pessoas buscam da Internet para se diagnosticarem e se automedicarem. O que se torna preocupante é o fato dessa conduta originar outras doenças como a ansiedade, depressão insônia o que ocasionam uma má qualidade de vida. Nem sempre o que esses indivíduos possuem é algo sério, mas como o Google vem sendo cada vez mais trocado pelo médico, os erros na medicação são frequentes.

A ampla quantidade de remédios capazes de resolver qualquer problema, os quais surgem dos interesses comerciais da industria farmacêutica, dando soluções a pseudo doenças por meio de propagandas sensacionalistas também é outro fator que enquadra-se como uma das causas da Cibercondria. Nesse sentido, a consequência de o individuo ceder a esse marketing agressivo é que ele pode entrar em um estágio de vício, no qual o consumo exagerado aparenta ser insuficiente, e isso acarrete danos a sua saúde.

Portanto, o Poder Executivo na figura do Ministério da Saúde tem o dever de elaborar e encaminhar ao Parlamento uma proposta de lei que vise restringir o acesso a remédios que exijam a prescrição de um farmacêutico ou médico, além do mais, será papel do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações utilizar-se dos meios midiáticos, principalmente o televisivo, para expor a população os perigos que envolvem a automedicação sem a consulta de um especialista da área.