Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/11/2020
A hipocondria digital é um mal moderno denominado cibercondria. A cibercondria pode ser identificada como um problema atual decorrente do uso indevido de informações especializadas na Internet. Pode-se dizer que, assim como a hipocondria, a cibercondria se tornou um problema sério na sociedade, pois preocupa os médicos com os perigos do autodiagnóstico e as inconsequentes automedicações.
Quando se trata dos perigos da cibercondria com autodiagnóstico, fica claro que muitas pessoas deixam de consultar o médico porque a internet permite um acesso mais rápido a toda uma série de informações que, por sua vez, quando vinculadas aos sintomas apresentados pela pessoa, induz ao autodiagnóstico. Nessas situações, o risco de erros diagnósticos aumenta devido ao desconhecimento não só de muitos termos médicos, mas também da própria situação de saúde, pois deixam de procurar o especialista. Um estudo global, publicado em 2011 pelo Instituto Ipsos em colaboração com a London School of Economics, revela alta demanda: 86% dos internautas brasileiros afirmaram estar em busca de problemas de saúde. No entanto, apenas um quarto deles garante que a fonte é confiável. em formação
Ademais, em decorrência do autodiagnóstico, muitos recorrem à automedicação, o que agrava intensamente o problema. A prática de tomar medicamentos sem supervisão ou indicação médica, por sua própria conta e risco. Pelas conclusões de buscas na Internet, as pessoas consomem drogas, pondo em risco a saúde e a vida. Todos os medicamentos têm efeitos benéficos e indesejáveis que podem levar a alergias que podem ser leves, como coceira e vermelhidão, moderadas, como inchaço e erupção cutânea, ou tão graves quanto choque anafilático, sonolência, reflexos enfraquecidos, arritmias e se tomado em doses tóxicas, até risco de morte. Segundo, Sérgio Brodt, chefe da unidade de medicina interna do Hospital Moinhos de Vento, a automedicação é um problema de saúde pública.
Portanto, urge que o Ministério da Saúde, em cooperação com os meios de comunicação, devem alertar urgentemente o público por meio de comerciais na televisão, e sobretudo na internet, sobre os perigos da substituição do aconselhamento médico por informações presentes na própria rede digital. . Além disso, é imprescindível que o poder público, aliado ao Conselho Farmacêutico Federal, restrinja as regras sobre a comercialização de medicamentos, como a obrigatoriedade de apresentação e retenção de receitas médicas, para garantir a segurança e a saúde da população. .