Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/12/2020
Cibercondria, a doença da era digital na qual indivíduos recorrem a Internet em busca de de diagnósticos. E, em sua maioria, dão credibilidade a estes que não são, necessariamente, reais ou comprovados por exames e médicos. Diante dessa realidade, pessoas têm diagnósticos falsos e médicos perdem a credibilidade em seus atendimentos, pois seus pacientes acreditam mais em pesquisas feitas no ciberespaço.
A princípio, a busca por diagnósticos na Internet se tornou comum na atualidade por conta da globalização- interligação econômica, política, social e cultural em âmbito planetário. Entretando, é necessário se atentar a tais pesquisas, pois a cibercondria é uma realidade. Tem-se, como exemplo, o episódio da série, apresentada pela GloboPlay, “Diário de um confinado” no qual o personagem principal, Murilo, acredita estar doente, mas não apresenta sintomas deste. Contudo, ele aceita estar contaminado pela doença em questão, mesmo tendo diagnóstico médico que afirma a boa saúde de Murilo.
Ademais, um diagnóstico irreal pode desencadear problemas, pois cibercondriacos aceitam estar doentes e não procuram especialistas para sanarem suas dúvidas. Tal atitude apresenta riscos a saúde, pois estes podem ter doenças mais perigosas, como cânceres, ou se preocuparão com enfermidades que não apresentam, levando, assim, a uma preocupação desnecessária.
Diante do exposto, é necessário que o Estado, em parceria com as mídias sociais e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, desenvolvam propagandas na qual abordem o problema vigente. Essas devem conter informações sobre a cibercondria e alertar os riscos que tal ocasiona. Além disso, é necessário dar ênfase a importância de diagnósticos médicos, dando a eles maior credibilidade. Por meio disso, será possível que as pessoas fiquem cientes sobre a doença da era digital e se atentem a informações absorvidas na “web”.