Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/12/2020
Um estudo de Ryen White e Eric Horvitz, publicado no Journal of the Computer Society Trading Information Systems (TOIS), referiu-se à cibercondria como “O aumento infundado da preocupação sobre a sintomatologia, baseada na revisão dos resultados de pesquisa e literatura na Web.” Dessarte, uma grande parcela dos indivíduos cibercondriacos faz uso da automedicação baseada em um diagnóstico impreciso de sua enfermidade. Tal prática tem se mostrado cada vez mais corriqueira, devido a falta de informação, aliada com a indisponibilidade de serviços de saúde.
A princípio, por falta de hospitais e profissionais de saúde, as pessoas acabam optando por pesquisar doenças na Internet e fazer o autotratamento. Segundo o filósofo grego Aristóteles, nesta parte, a política deve ser usada de forma a alcançar o equilíbrio da sociedade. No entanto, dados do G1 mostram que mais de 60% dos hospitais brasileiros estão sempre superlotados, sem leitos e sem médicos. Portanto, mostra que esse ideal aristotélico não foi visto na prática, e o problema ainda está relacionado com a realidade do país.
Ademais, a falta de palestras explicando as consequências da autoadministração de medicamentos torna a ocorrência de automedicações mais frequentes. Nesse sentido, 76,4% das pessoas no Brasil utilizam dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade para a automedicação. E, devido à influência da Internet e de membros da família, eles implementam essa abordagem.
Para que essa problemática não se perpetue, é de suma importância que o Ministério da Saúde juntamente ao Governo Federal invistam na capacitação de profissionais da saúde. Outrossim, os veículos de informação tem papel fundamental nesse processo, através de propagandas e comercias conscientizando sobre os efeitos negativos da automedicação. Dessa forma, certamente a situação da cibercondria no Brasil se amenizará.