Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 01/12/2020
Desde sua primeira conexão estabelecida, em 1969 com a Arpanet, a internet tem proporcionado uma inimaginável possibilidade de troca de dados. Desde receitas ou comunicação em tempo real, até mesmo diagnóstico de doenças com base em uma generalização de características comuns nos sintomas da doença, isso tudo com uma simples pesquisa. Dessa forma, se tornou cada vez mais comum o autodiagnóstico errôneo com base em falsos sintomas, fazendo-se necessário a intervenção e educação da população quanto a essa atitude.
Sem dúvidas, a internet sofreu grande mudança em pouco mais de 50 anos, sendo essas mudanças boas ou ruins de acordo com a utilização realizada pelo internauta. Segundo o ICTQ, em uma pesquisa realizada até setembro de 2018, quase 80% da população com mais de 16 anos pratica a automedicação. Dessa forma, subentende-se que a internet é uma das principais ferramentas, uma vez que é possível reconhecer qual remédio serve de acordo com os sintomas apresentados.
No entando, muitas das vezes o remédio não serve para a exclusividade do apresentado quando comparado com o aprensentado na internet. Dados coletados em todo Brasil pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, até 2017, quase 21 mil pessoas sofreram por intoxicação medicamentosa. Sendo assim, fica evidente a incosequência e facilidade de acesso aos medicamentos, além do perigo do autodiagnóstico.
Portanto, afim de evitar a automedicação, e a falsa autodiagnosticação com base em dados generalizados pela internet de doenças, cabe ao Ministério da Saúde convocar palestras públicas que expliquem como lidar com sintômas e a evitar acreditar em um simples diagnóstico online. Cabe ainda ao Poder Legislativo, criar e votar em leis mais rigorosas quanto à facilidade de adquirir medicamentos, passando a requerer a aprovação profissional sobre os sintômas e diagnósticos de uma doença. Somente assim a Cibercondria e Intoxicação podem ser evitados.