Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/12/2020

A internet trouxe muitas facilidades para a sociedade moderna, por oferecer um grande número de informações e respostas. Contudo, essa facilidade as vezes é usada de forma errada, como nos casos de pessoas cibercondríacas, que possuem o costume de procurar diagnósticos de saúde nas redes e acabam não consultando com profissionais da saúde, se automedicando e realizando tratamentos incoerentes por conta própria.

Nesse sentido, a doença citada é uma junção do termo “Hipocondria” - foco compulsivo sobre o estado de saúde -, com o termo “ciber” - internet, cujos portadores focalizam muito em sua saúde e passam grande tempo pesquisando sobre doenças e acreditando possuí-las, o que pode levar ao uso inadequado de medicamentos, tratamentos e até causar doenças graves. Nessa perspectiva, evidencia-se a importância de gerar discussões e conscientizações sobre esse assunto no país.

Por esse ângulo, pode-se ressaltar que segundo ao Instituto da Ciência, Tecnologia e Qualidade, o índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos no Brasil. Diante disso, fica claro que a cultura da automedicação está fortemente enraizada e naturalizada no país e deve ser rapidamente combatida. Nessa lógica, é importante que os órgãos governamentais hajam o quanto antes.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover ações que distorçam a visão de que a automedicação é natural e comum, além de dificultar a venda de remédios sem prescrição, por meio de leis e fiscalizações adequadas que impeçam as compras. Ademais, é necessário que o conhecimento sobre os riscos e as consequências da cibercondria sejam transmitidos a toda população, por meio de campanhas, palestras e informativos digitais. Dessa forma, será garantida uma sociedade saudável e consciente, que não pratica hábitos de saúde inadequados.