Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/12/2020

O mundo virtual abre muitas portas para o conhecimento, oferecendo uma ampla quantidade de informações, incluindo sobre saúde e medicações. Porém, administrar o uso dessas informações é de extrema importância para não desenvolver questões como a cibercondria, que é o conjunto da hipocondria com as pesquisas e diagnósticos online. Diante disso, pessoas que apresentam quadros dessa doença deixam de se consultar com especialistas, para então acreditar com os resultados da internet e praticar a automedicação.

Nessa perspectiva, pode-se destacar que a automedicação é um hábito comum para 77% dos brasileiros, segundo pesquisas do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, o que evidencia o quão problemático é a questão da cibercondria e da venda de medicamentos sem prescrição no país. Desse modo, destaca-se a necessidade de mudar tal cenário e agir para que não agrave ainda mais.

Diante desses fatos, ainda é possível afirmar que além de serem recorrentes, os riscos trazidos pela cibercondria e pela automedicação são preocupantes e devem ser ao máximo evitados. Pesquisas apontam que foram notificados 565.271 casos de intoxicação por medicamentos no Brasil em 2017, causadas pela automedicação e, os riscos vão além, podendo gerar a piora em quadros de doenças não identificadas e o surgimento de doenças psicológicas.

Portanto, é necessário que o Ministério da saúde advirta sobre as consequências de não procurar um profissional adequado e medicar-se por conta própria, através de aulas sobre o tema nas escolas, palestras e campanhas, com p intuito de prevenir e combater o cenário atual. Ademais, o governo deve oferecer apoio psicológico para os pacientes que desenvolvam a doença, para garantir qualidade de vida e a restauração da saúde mental e física de quem sofre com essa condição.