Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 15/12/2020

A internet simbolizou um avanço tecnológico para a humanidade com a facilidade para acessar informações e adquirir novos conhecimentos. No entanto, em alguns casos, pode agravar problemáticas já existentes como é o caso da cibercondria:tipo de comportamento em que a pessoa passa a tirar conclusões precipitadas e pouco embasadas relacionadas à saúde, a partir de buscas rápidas na internet. Destarte, essa adversidade advém do excesso de confiança nos conteúdos da rede. Além disso, representa um desafio para os profissionais dessa área uma vez que muitos indivíduos negam-se a acreditar no laudo do médico em detrimento das pesquisas na web.

A priori, vale ressaltar que muitas pessoas reproduzem corportamentos vistos em sites e blogs, sem ao menos verificar a autenticidade científica da informação. De acordo com o teórico Albert Einstein, tornou-se aterradoramente claro que a tecnologia ultrapassou a humanidade. Concomitante ao alemão, cibercondríacos são pessoas que desconhecem os perigos da era digital e acreditam em tudo que ouvem e lêem. Desse modo, muitos brasileiros que, ao apresentar um sintoma, consultam o meio virtual em busca de laudo e tratamento para uma doença que o indivíduo cogita ter. E assim, ao automedicar-se acaba por iniciar tratamentos inadequados que podem gerar outros problemas visto que um dado sintoma, geralmente, está relacionado a várias patologias distintas. Portanto, urge a necessidade de mitigar tal situação.

Por conseguinte, é inegável que a relação paciente e profissional é dificultada. Posto que indivíduos cibercondríacos chegam para a consulta com os conhecimentos adquiridos na internet e exigem que seja passado um tratamento para esse diagnóstico. Desse modo, se o profissional da saúde não acatar o que o paciente afirma como certo, ele pode ser interpretado como “pouco confiável”. Segundo pesquisa do Instituto de Pós Graduação para Profissionais do Mercado Farmaceutico (ICTQ), oito a cada dez brasileiros tomam remédio por sua conta e risco. Logo, tal cenário urge ser solucionado.

Em suma, faz-se necessário reverter esse impasse. Para isso, o Governo Federal - como órgão de instância máxima de poder - deverão elaborar campanhas midiáticas com profissionais da saúde explicando os males da cibercondria na sociedade atual, essas serão divulgadas por meio das redes sociais e propagandas na televisão em horário nobre. A fim de que as pessoas tenham conhecimento sobre essa doença e as consequências dessa prática. Dessa forma, os cidadãos serão conscientizados a buscar ajuda médica ao invés de pautar-se em opiniões de pessoas leigas acerca desse assunto. Somente assim, será possível solucionar os malefícios advindos da constante exposição a internet.