Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 11/04/2021
O Mito da Caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática, no que diz respeito a cibercondria: uma doença da era digital, ao passo que a estagnação social induz a esta psicopatologia. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possue comportamento vicioso, e encontra contornos especificos na má influência midiática.
Mormente, ao analisar a “hipocondria digital”, por um prisma do comportamento vicioso, nota-se forte influência desse fator na problemática. Em “O Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, o pai do teatro português, tese uma crítica ao comportamento vivioso no século XVI. A remodelação dos antigos costumes tecnológicos, além de grande causador de dependência de jogos eletrônicos, as modificações das interações em tempos reais disseminados também na área da saúde, enfatizam comportamentos viciosos, tendo sintomas psicológicos e o avanço da automedicação, o que acaba à agravar ainda mais a cibercondria presente na contemporaneidade.
Outrossim, a má influnência midiática ainda é um grande impasse para a resolução do problema. Confome Pierre Bourdie, o que foi feito para ser instrumento de democracia não pode ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, ao invés de demonstrar as reais consequências da utilização excessiva das tecnologias, principalmente no âmbito das pesquisas “autoexaminativas”, oculta o real perigo do uso indevido dos avanços da era digital em detrimento da saúde, ao contrário de promover debates que elevem o nível de informação da população, dificultando a erradicação do problema.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Então é preciso que o Ministério da Justiça, juntamente, com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops” sobre a importância do uso consciente das fontes digitais, além disso, promover atividades práticas, como palestras e dinâmicas em escolas, que devem ser direcionadas as famílias brasileiras, afim de oferecer mais lucidez e erradicalizar a problemática. Dessa forma, o Brasil poderá se ver trasnpondo a cibercondria, ao passo que observará a verdade ao superar o medo de sair de sua zona de conforto.