Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/03/2021

Na obra ‘‘O Grito’’, o pintor Edvard Munch retrata o espanto e o medo por meio da intensidade das cores. Nessa perspectiva, esses sentimentos se fazem presentes no cotidiano mundial no que tange a Cibercondria. Sob esse viés, a falta de seletividade das informações e a banalização da saúde impulsionam o surgimento dessa enfermidade hodierna. Logo, rever a situação faz-se imprescindível para garantir qualidade de vida à todos.

Com efeito, a união da 3° Revolução Industrial e da globalização proporcionou relevantes consequências socio-econômicas, principalmente, a expansão do acesso ao conhecimento através da internet. Porém, esse progresso tornou-se nocivo à uma parcela populacional caracterizada pela inocência e ausência de instruções, como crianças e adolescentes, uma vez que nao distinguem a veracidade e os impactos das matérias. Dessa forma, evdencia-se que a vulnerabilidade e o alcance irrestrito nas redes sociais colocam a vida dos usuários em risco.

Em detrimento dessa questão, o escritor Pablo Neruda afirmava a liberdade do homem nas escolas, contudo a prisão nas consequências. Nesse tocante, as atitudes de desprezos ao bem-estar próprio, seja com automedicação ou seja com a inexistência de supervisão médica, impulsionam a alta de doenças psicossomáticas. Em verdade, segundo o ICTG(Instituto de pós-graduação para profissionais farmacêuticos), 91% dos adultos brasileiros ingerem remédios sem prescição. Então, forma-se uma cenário ideal para presença da hipercondria contemporânea na sociedade.

Diante dos fatos supracitados, medidas são primordiais para solucionar essa temática moderna.Dessa maneira, é essencial que instituições formadoras de opiniões, por exemplo escolas, em parceria com ONG’s realizem palestras socioeducativas aos alunos -visto que ações coletivas têm imenso poder transformador- a fim de alertar a importânca da distinção digital. Também, coloca-se essencial práticas conjuntas entre o Conselho Federal de Medicina e as grandes empresas tecnológicas, tais como Google e Instagram, por intermédio de campanhas publicitárias à comunidade com o fito de esclarecer os riscos do autodiagnóstico. Assim, as reações retratadas no quadro expressionista nao farão parte do dia a dia da população global.