Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 28/04/2021
O termo “cibercondria” é usado para denominar uma doença que provoca impulsos obsessivos associados à preservação da saúde. Por meio de pesquisas on-line, o seu portador irá se autodiagnosticar e medicar. Infelizmente, percebe-se que, com o acesso precário à informação autêntica e a necessidade de possuir serviços hospitalares de baixo custo, casos de hipocondria digital têm se tornado cada vez mais comuns.
É relevante abordar, primeiramente, que na carta magna brasileira de 1988, consta que a saúde é um direito do cidadão e dever do Estado. O problema inicia-se quando ações governamentais que podem promover a divulgação do conhecimento científico não são realizadas, e notícias falsas são divulgadas facilmente nos meios virtuais. A consequência é uma população que sempre prejudica seu próprio corpo, ao não ter conhecimento sobre o acesso à saúde, a prevenção de doenças e orientação para o tratamento adequado, tornando o trecho da constituição não condizente com a realidade.
Concomitantemente a isso, em 2014, o instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), apontado em uma pesquisa que cerca de 80% das pessoas encontravam-se insatisfeitas com os serviços oferecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Dentre as reclamações ouvidas, a maior parte estava relacionada ao tempo longo das filas de espera, a falta de medicamento na rede pública e a infra-estrutura debilitada que não é capaz de absorver a demanda (o que se comprovou no ano de 2020-2021, com uma pandemia do coronavírus). O quadro apresentado-se-se-se ainda mais com o passar dos anos e em paralelo à baixa renda da população brasileira, torna-se mais fácil para as vítimas da doença continuarem procurando meios não seguros, mas anteriores, para tratar suas enfermidades.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser recuperadas para solucionar uma problemática. Cabe ao Poder Executivo, em ação conjunta com a imprensa e departamentos de publicidade, que sejam padrões atingidos de filtrar o que é verídico e alavancar descobertas da comunidade médica para todos os proprietários. É imprescindível pela parte do Ministério da Saúde (MS), que investimentos sejam feitos para melhorar uma estrutura do sistema de saúde brasileiro e a disposição de serviços. Dessa forma, o impasse poderá ser mitigado e parte da constituição federal poderá deixar de ser utopia.