Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 17/06/2021
Segundo o escritor Nicholas Carlos em sua obra “Geração Superficial” , embora a Internet tenha globalizado as informações, tem provado impactos negativos em seus usuários. Nessa perspectiva ao se traçar um paralelo com a atual situação brasileira, a utilização da internet tem gerado a cibercondria, a qual causa várias problemáticas. Tais mazelas decorrem devido as vastas informações presentes nas plataformas digitais, o que resulta em um diagnóstico impreciso da infermidade sofrida pelo indivíduo. Além disso, o autodiagnóstico pelos websites corrobora com a automedicação.
Em primeira análise, verifica-se que o diagnóstico pela internet, causa conclusões precipitadas. De acordo com o G1, as consultas com o “Doutor Google” , muitas vezes as pessoas por constatar similaridades entre seus sintomas e os que encontram nos sites digitais, cometem equívocos ao concluírem suas patologias. Desse modo, é evidente que as conclusões de suas doenças de forma autônoma, decorrem constantemente no país, logo é necessário que o Estado diminua a auto análise das infermidades, através da disponibilidade de consultas com especialistas.
Ademais, é notório que a hibercontria da era digital ocasiona o ato de se medicar sem recomendação médica. Em conformidade com a pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40% dos pacientes que fazem o autodiagnóstico, consequentemente, também se automedicação. Dessa maneira, a automedicação é um problema no território brasileiro, pois ao realizar ingestão de medicamentos sem prescrição de um especialista o indivíduo coloca sua saúde em risco. Assim, para barrar esse problema é necessário o controle das vendas de remédios nas farmácias, a qual é dever da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regular tal fator.
Identifica-se, desse forma, a necessidade de amenizar as consequências da cibercôndria. Para que isso ocorra, o Estado, juntamente com o Ministério da Saúde, deve por meio de investimentos na saúde pública disponibilizar de forma gratuita, nos postos de saúde e hospitais, consultas médicas com a finalidade de mitigar a necessidade de realizar o autodiagnóstico pela internet, e extinguir as conclusões das doenças de forma equivocada. Outrossim, é incontestável que a venda de fármacos devem ser controladas, para acontecer tal fato é de suma importância que a vigilância pela (Anvisa) ocorra, a qual deve promover concursos nas cidades do país, com a finalidade de aumentar o número de fiscais sanitários efetivos no país, espera-se assim evitar a venda de medicamentos sem receita médica.