Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 22/08/2021

O filme francês " Fabuloso destino de Amélie Paulain" relata a história de uma garota que devido as queixas constantes de dores no coração sentidas pelo seu pai a fez desenvolver um transtorno hipocondríaco, que acarretou em seu desligamento do mundo real e consequentemente no seu refugio em um mundo de fantasias. No entanto, pessoas que sofrem com esse transtorno atualmente, são bombardeadas por informações vindas de meio tecnológicos, seja pela falta de informação verídicas, seja pela facilidade, muitos são prejudicados pela busca de atalhos medicinais na internet. Diante disso, é preciso buscar mecanismos de enfrentamento, tendo em vista os impactos causados a sociedade.

Em primeiro lugar, a junção da tecnologia com a afecção caracterizada por uma grande sensibilidade do sistema nervoso com tristeza habitual e preocupação constante e angustiante pela saúde, deriva a cibercondria, a doença da era digital. Nessa égide, é de suma importância, evitar a sua propagação, pois assim, as pessoas recorreriam menos a esses meios evitariam a automedicação e ao desgaste psicológico, acarretado pelo medo e insegurança que geram prejuízos físicos como a dosagem indevida de um medicamento e mentais como possivelmente uma ansiedade potencializada. Desse modo, faz se evidente medidas que mitiguem os efeitos da cibercondria.

Em contrapartida, inúmeros desafios impedem a atenuação dessa problemática. Nessa conjuntura, a pesquisa constante de resultados dos sintomas físicos acometidos pelo corpo de cada pessoa, se desdobra em situações delicadas e, em muitas ocasiões difíceis de serem reduzidas, muitos pela praticidade de apenas um click ja possuir um diagnóstico completo, evitam a visita aos verdadeiros especialistas, gerando assim problemas sérios, pois um mesmo sintoma pode ser explicado em várias doenças e, a população em sua condição leiga interpretam de maneira equivocada o que encontra na internet. Dessa forma, é fundamental ações que auxiliem no entendimento da população ao respeito de buscas prematuras sobre saúde na web.

Torna-se evidente, portanto, deliberações que abrandam os efeitos da doença da era digital. Posto a isso, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com a mídia, grande difusora de informações, promover companhas e acompanhamentos psicossociais para a população compreender as consequências do uso indevido das informações absorvidas, por meio de palestras educacionais com médicos e farmacêuticos, campanhas nos meios de comunicação alertando os riscos à população e uma simplificação nos atendimentos das unidades básicas de saúde, a fim de que toda a população não optem pela forma mais simplificada e ilusória de atendimento. Assim,  pessoas como a Amélie não precisem desgastar o psicológico e nem se refugiarem em um mundo de fantasias.