Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 10/09/2021

No documentário “Take your pills”, produzido pela netflix, retrata o uso autônomo e indevido de medicamentos que atuam como estimulantes nos tratamentos do Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória dos universitários, que acabam tomando medicamentos sem diagnósticos ou prescrições médicas, gerando diversas consequências negativas, entre elas: a dependência, a confusão mental e a depressão. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no documentário pode ser relacionada ao mundo da era digital, que por sua vez pode passar prescrições de remédios e doenças errado, e é necessário salientar, ainda, que a sociedade atual precisa de um amparo governamental e um ensino maior sobre a automedicação na base escolar.

Nesse cenário, segundo o portal de notícias G1, informa que a “automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros, e quase toda metade se automedica pelo menos uma vez por mês”. Dessa forma, fica evidente que a população brasileira que pratica a automedicação é crescente, com também é influenciada por vários fatores externos, como a família, amigos, e principalmente pelas informações encontradas na internet. Logo, os números de consumo próprio de remédios só tende a crescer nos próximos anos, devido ao grande acesso à rede mundial de computadores, celulares e notebooks.

Ademais, convém ressaltar que a internet é uma boa fonte de informação, muito útil e que ainda existem sites confiáveis, mas, é importante não usá-la para tudo, é bom ter o conhecimento que a saúde é delicada e precisa ser analisada e diagnosticada por especialistas médicos, para que a doença seja examinada de forma correta. Análoga à isso, os afetados pela cibercondria costumam autodiagnosticar-se cegamente na internet, e acabam sofrendo por verem um resultado indesejado da pesquisa que leram em suas telinhas. Este fato pode ter graves consequências e efeitos adversos, já que as pessoas costumam recorrer à automedicação proposta pelo mesmo site.

Destarte, medidas são necessárias para resolver os problemas discutidos. Isto posto, cabe ao Poder executivo, forte ferramenta de governar o povo a administrar interesses públicos, juntamente com o auxílio governamental, tomar providências levando as escolas e universidades um ensino sobre a hipocondria digital com mais exatidão, como também conscientização do uso correto das informações fornecidas na internet e a priorização da procura de um médico, através de palestras, atividades em horários interdisciplinares e cursos para os professores passarem as instruções corretas. Espera-se, com essa medida, que o estigma relacionado a cibercondria: a doença da era digital seja paulatinamente erradicada.