Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 16/10/2021

Com a difusão em massa da Internet, muitas tarefas foram facilitadas, como compras, aulas, trabalhos e afins. Dentre essas atividades, está se tornando comum usar o Google como ferramenta para descobrir o cerne de algum mal estar, porém esta prática induz a tratamentos errôneos, automedicação e até ilusão do grau real de uma doença, tais efeitos são consequências da “Cibercondria”.

Primeiramente, deve-se analisar o uso de medicamentos como consequência da cibercondria. Nesse sentido, uma busca ao Google sobre algum problema de saúde leva o internauta a escolher aleatoriamente a doença que julga possuir, já que nessa escolha não há bases científicas. Sendo assim, não raro é que uma pessoa inicie tratamento para uma enfermidade que ela não possui e assim faça automedicação, tal fato surge de um viés de confirmação obtido pela pessoa com cibercondria ao ver seus sintomas sendo iguais aos da doença apresentada no navegador.

Além disso, é possível que se confunda o grau de uma enfermidade real. Por esse prisma, note que , por exemplo, a febre é um mecanismo de defesa do corpo contra infecções e uma pesquisa sobre esse sintoma tanto pode revelar resfriado quanto sarampo. Dessa forma, o enfermo que não possui conhecimentos técnicos da área da medicina pode estar superestimando uma doença, e em consequência tomando fortes medicamentos, ou substimando-a e permitindo que ela evolua para quadros cada vez mais graves.

Dado o exposto, ncessita-se de medidas para combater as consequências da cibercondria. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde criar uma campanha contra a cibercondria por meio de cartazes nas ruas, comerciais na televisão e Internet e palestras públicas sobre a conscientização dessa doença, além disso deve disponibilizar atendimento psicológico para que as pessoas que as têm, com o fim de que possam tratá-la e assim reverter os danos causados pela cibercondria.