Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/11/2021
Excesso de informações. Automedicação. Mudança no tratamento. Essas são situações comumente associadas à cibercondria, ou seja, a junção dos termos “ciber” e “hipocondria”; portanto refere-se à pesquisas feitas por pessoas que possuem algum sintoma ou medo de ter alguma doença, mas que ainda não foram identificadas. Entretanto, essas buscas pela internet podem ocasionar em diversas situações que colocam a vida do paciente em risco, e a falta de informação junto com o negligenciamento governamental se tornam agravantes do problema; carecendo de uma deliberação.
Preliminarmente, é perceptível que a escola é primordial na sociedade, já que é uma das maiores fontes de informação e capacitação pública. Contudo, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2019, mais de 45% dos brasileiros, acima dos 25 anos, não concluíram o ensino fundamental. Sendo assim, fica evidente que grande parte da população recorre a meios cibernéticos para obter conhecimento, resultando, em grande parte das vezes, em pânico por parte dos que pesquisam (já que aparecem diversos resultados alarmantes e equivocados que preocupam o povo). Necessitando assim de uma resolução.
Posteriormente, o negligenciamento governamental também tem sua parcela de culpa na situação, visto que faz poucos investimentos na área da saúde. Fato esse que pode ser comprovado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) que declarou que houve um aumento de cerca de 60% na procura do serviço durante a pandemia do coronavírus. Porém o investimento governamental foi pouco, ocasionando em filas e, consequentemente, em desistências do atendimento. Dessa maneira, fica notório que, por conta das abdicações, inúmeros indivíduo acabam se automedicando ou mudando a medicação proposta pelo especialista, originando em um transtorno futuro - como é o caso da depressão, que caso seja mudado o tratamento drasticamente, pode levar ao agravamento da doença. Posto isso, fica óbvio que um recurso deve ser tomado.
Nesse sentido, para a solução da problemática é preciso criar diretrizes educacionais capazes de informar o público. Somando-se a isso, é dever do MEC (Ministério da Educação), por meio das redes televisivas (como a rede Globo), divulgar dados e esclarecer a ineficácia e adversidades que o autodiagnóstico proporciona. Ainda, é dever desse exigir uma tomada de decisão governamental em relação às aplicações na área da saúde, com a finalidade de alertar a população e ter maiores investimentos. Desse modo, será possível alcançar uma sociedade sapiente.