Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 09/11/2021
A cibercondria caracteriza-se como ‘ansiedade infundada em relação ao estado da saúde provocada pela visita a sites de saúde e médicos’. A prática dessas questões é bastante comum no cotidiano dos brasileiros, e torna-se prejudicial quando esses recorrem a internet para procurar informações sobre doenças e até mesmo medicamentos, especialmente em meses de pandemia. Tal situação se agrava, sobretudo, devido a comodidade que a internet provoca e também pela negligência Estatal. A partir disso, há a urgência em criar ações que mitiguem essas adversidades.
Diante de tal cenário, é válido ressaltar, em primeiro plano, que o acesso célere à web facilita muito para que essas situações aconteçam com frequência, infelizmente, afetando a boa qualidade de vida das pessoas. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 82,7% dos domicílios nacionais possuem acesso rápido a internet em 2019. Isto posto, evidencia que há uma facilidade de entrar e pesquisar em sites, muitas vezes não confiáveis ou rasos demais, em busca de soluções que apenas um profissional da área declararia com certeza. Consequentemente, trazendo diversos transtornos para a rotina do indivíduo, a ansiedade é um exemplo. Assim, nota-se que a desinformação é um fator que contribui com essa doença da era digital.
Em paralelo a isso, é perceptivél o desmazelo do poder público em não interferir e impor restrições em páginas inseguras. Um filósofo que aborta a tématica da tecnologia e a sua importância é o Auguste Comte, uma vez que, em sua teoria positivista afirma que a tecnologia deve ser aplicada, preferencialmente, em benefício do ser humano. Entretanto, seguindo a lógica das pessoas que não usam de forma adequada, e ainda por cima saem prejudicadas, essa teoria não se concretiza, e o Estado não faz nada para mudar esse quadro. Logo, nota-se que a problemática ainda pouco comentada, continua assolando o desenvolvimento do âmbito social brasileiro.
Torna-se claro, por conseguinte, que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar esse inconveniente. Dessa forma, o Estado -Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação- como encarregado de proteger seu povo, deve instituir medidas de segurança e restrições, como algum meio para denúncias em casos de sites que indicam medicamentos sem prescrição médica e avisos de conteúdo não confiável, a fim de possibilitar uma navegação mais saudável, para evitar essa doença da era digital. Dessa maneira, dar-se-á o primeiro passo para mudar tal situação.