Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 09/11/2021

Hoje, a internet é ferramenta diária para uma grande parcela da população brasileira, por tanto, é natural procurar na mesma quando há duvida sobre certo assunto, incluindo saúde. Porém, caso o indivíduo má interprete os dados que encontrar, é possível que o mesmo tome decisões que representem riscos a sua saúde. Tal quadro configura o problema que especialistas denominam como cibercondria.

Cibercondria é um neologismo formado pelas palavras “ciber” e “hipocondria”, a primeira palavras faz referência ao influente papel da internet no caso.  Um usuário da rede pode facilmente acessar diversas informações sobre doenças, seus sintomas, e mesmo checar seus próprios exames disponibilizados online. Diante de tamanho compilado de informações, é natural que um leigo no campo da saúde possa fazer más interpretações destes dados, podendo então acreditar que possui uma doença que, segundo a palavra de um especialista, provavelmente não tem, ou mesmo o oposto. Assim sendo, esta situação frequentemente leva a tomada de decisões perigosas para a saúde.

Neste momento, surge o que poderia ser classificado como um caso de hipocondria, isto é, a obseção com a ideia de possuir algum quadro médico, e para lidar com isto, o afetado passa então a tomar atitudes como a automedicação, prática estritamente desaconcelhada por médicos, entretanto, não é difícil fazê-la no Brasil. O cardiologista Marcos Vinícius Gaz compara a aquisição de remédios em farmácias a compra de chicletes, não é necessário qualquer tipo de laudo de médico para um bom número deles. Desta forma, o circuito danoso da cibercondria se conclue.

Portanto, a fim de evitar mais casos danosos de cibercondria, o Ministério da Saúde deve elaborar, junto ao Governo Federal, anúncios para serem transmitidos em rede aberta e em sites, conscientizando quanto a correta conduta para com informações sobre saúde na internet, isto é, antes de tudo, procura por uma opinião médica.