Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 09/11/2021

Desde os primórdios o homem busca formas de facilitar o trabalho, o que gera grandes transformações no corpo social, como exemplo a invenção do fogo que permitiu o aquecimento corporal e a capacidade de esquentar alimentos. Nessa perspectiva, o advento da internet possibilitou o avanço em muitos aspectos, contudo, trouxe também efeitos negativos, como a cibercondria, definida por especialistas como a doença da Era digital. Diante do exposto, é fulcral medidas para amenizar a crise tecnológica pertinente.

Em primeiro plano, é imperioso elucidar a culpa do Governo quanto a ineficácia na fiscalização de conteúdos falsos na internet. Sob essa ótica, o sociólogo Zygmunt Bauman afirmou que “na era da informação: o invisível é equivalente a morte”, ou seja, a indiferença pode ocasionar graves problemas. Desse modo, na Era tecnológica falhas no sistema fazem com que as informações sejam propagadas de forma homogênea, sem qualquer tipo de análise contribuindo para cibercondria. Assim sendo, com a consolidação do espaço virtual como maior meio de comunicação, faz-se necessário ferramentas que monitorem os sites para evitar a desinformação da sociedade.

Ademais, a negligência estatal em frear o uso indiscriminado de remédios é uma das causas da cibercondria. Nesse contexto, o ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico) revelou que visto a destreza de comprar remédios no Brasil, 79% dos cidadãos acima de 16 anos praticam a automedicação. Sendo assim, o modo de produção capitalista é responsável pela velocidade no ritmo de vida da população hodierna, ocasionando a falta de tempo para cuidar de forma correta da saúde e o uso de medicamentos sem recomendação médica se torna a solução para socorrer a saúde de muitos. Logo, é necessário intervenção do Estado para proibir a venda de drogas medicamentosas sem prescrição de especialistas.

Portanto, é imprescindível ações operantes para acudir a problemática da cibercondria no Brasil. Para isso, é necessário a fiscalização de sites que transmitem notícias. Outrossim, compete ao Poder Legistativo -órgão responsável pela elaboração das normas- criar leis quem impeçam a compra de medicamentos sem receita médica, por meio da aplicação de multas em farmácias que descumpram a legislação. Para que assim, seja possível amenizar a automedicação no país.