Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 08/11/2021
O canal Parafernalha, do Youtube, é reconhecido pela comunidade brasileira como um dos canais de comédia de maior sucesso no cenário por suas esquetes e piadas feitas com o cotidiano do Brasil. Dessa forma, um de seus envios mais famosos é o “Doutor Google”, demonstrando a cibercondria como um fato cada vez mais crescente e preocupante para a saúde junto da internet, que está sendo praticamente inevitável no dia a dia. Dessa maneira, essa doença possui dois pilares: o medo e preocupação excessivos em ter algum problema e falta de conhecimento do que pode ocorrer com a automedicação.
Primeiramente, vale ressaltar que a cibercondria é uma evolução da hipocondria, continuando o mesmo problema porém sem a facilidade de “informações” da internet. Além disso, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia(CCF), 77% dos brasileiros admitem automedicar-se sem algum tipo de remorso, expilicitando o quanto que adquirir medicamentos está acessível até demais. Contudo, a justificativa usada para tal ato é o rápido diagnóstico e a célere resolução da complicação/sintoma, haja vista que o medo de possuir doenças pode provocar novas doenças, sendo um caminho perigoso para qualquer um que tentar.
Ademais, não é como se a automedicação não possuísse seus riscos, pois uma ação pode acarretar em consequências piores, algo não esperado por quem automedica-se. Por essa perspectiva, um alerta realizado pela BVS(Biblioteca Virtual em Saúde) comprova que os riscos incluídos nesse equívico são reações alérgicas, dependência e até morte, além de, em 2019, a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), divulgar que cerca de 20 mil pessoas falecem por ano no Brasil como reação à automedicação. Por isso, essa prática deve ser minimizada ao máximo para que mais vidas não sejam perdidas por simples displicências.
Portanto, medidas têm de ser tomadas para que esses pilares sejam derrubados o quanto antes. Logo, em relação ao medo e preocupações constantes, nada pode ser feito além da própria vontade do indivíduo em consultar-se com um especialista e receber o diagnóstico correto, assim, tomando o medicamento correto sem arriscar-se em sofrer mais nada. Já em relação àqueles que preferem fazer uso da internet a ir a um consultório, os serviços cibernéticos devem trabalhar em um sistema que dê a eles o benefício da dúvida, pois ao ler sobre certos remédios e sintomas, o algoritmo deve adicionar, junto dessas informações, os riscos de automedicar-se para proporcionar o impasse e o medo de arriscar. Assim tal ato será diminuído ao redor do Brasil e o Parafernalha terá de procurar outro problema, haja vista que, de acordo com Sigmund Freud: “toda piada tem um fundo de verdade”