Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 09/11/2021
A era digital possibilitou o amplo desenvolvimento das tecnologias de informação as quais foram capazes de disseminar informações e conhecimento para os usuários a partir da terceira revolução industrial. Nesse sentido, a divulgação de dados permitiu o desenvolvimento da cibercondria, pois influenciou no modo como as pessoas interpretam seus problemas de saúde. Ademais, a crença em tudo que está escrito na internet é reflexo da ausência de senso crítico dos cidadãos. Enfim, a doença desse período é ocasionada pela forma que a informação é direcionada nos meios virtuais.
Sob essa ótica, o desenvolvimento da cibercondria foi possibilitado pela ampla divulgação de informações acerca de diversos assuntos. Nessa perspectiva, o IBGE informa que 82,7% dos domicílios brasileiros possuem acesso à internet, o que representa um aumento na utilização desse instrumento em solo nacional. Diante disso, os cidadãos brasileiros têm bastante noção daquilo que é compartilhado nos meios virtuais e também são influenciados pelo conteúdo divulgado, o que demonstra um cenário favorável para o aparecimento de casos da doença da era digital. Por conseguinte, inúmeros indivíduos temem situações reais por causa de um dado compartilhado na internet sem antes consultar um profissional da área. Logo, é perceptível a influência do conhecimento virtual no cotidiano das pessoas.
Outrossim, muitos usuários acreditam cegamente nos dados presentes nos meios digitais, contribuindo para a ansiedade infundada em relação ao estado de saúde. Sob esse prisma, Albert Einstein- físico alemão- afirma que é importante não deixar de questionar, pois a curiosidade tem uma razão de existir. Nesse viés, a ausência de questionamentos por parte dos leitores, ocasiona a crença naquilo que é compartilhado na internet, de forma que a cibercondria torna-se recorrente em espaços sociais que são carentes de senso crítico e são promissores para desenvolver essas suspeitas obsessivas acerca do bem-estar próprio, através das diversas fontes de informação existentes. Em síntese, é necessário verificar aquilo que será difundido nesses canais de comunicação.
Portanto, a cibercondria é bastante propícia em um contexto altamente digitalizado e carente de senso crítico por parte dos usuários. Assim, os meios digitais informativos devem oferecer informações precisas, por meio de serviços de profissionais contratados principalmente inserindo esses novos funcionários em atividades específicas para sua área de atuação, com o intuito de assegurar conhecimento verificado e produtivo na visão desses especialistas. Além disso, o Ministério da Educação tem que proporcionar novos projetos educacionais, por intermédio da inserção de atividades de cunho reflexivo nos colégios, a fim de desenvolver a formação crítica dos jovens.