Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 09/11/2021
A cibercondria é proveniente da hipocondria, tendo em vista que ambos referem-se a um transtorno que leva o indivíduo compulsivamente crer, pesquisar e automedicar-se sem a prescrição de um profíssional. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: os danos do mal uso da internet para se consultar e a responsabilidade da mídia sendo uma das principais propagadoras.
À vista disso, é indubitável que fazer o uso indevido para autodiagnosticar-se é extremamente perigoso. Desse modo, mesmo em sites de informações como o mais famoso e comum “Google.com”, há falta de meios que alertem o usuário que conclusões devem ser tomadas apenas ppr profissionais da saúde, como os médicos. Portanto, pesquisas precoces e inconclusivas nesses sites podem instigar algumas pessoas a se medicar por conta própria.
Outrossim, é notório que a mídia possuí grande visibilidade na propagação de dados, logo, cabe a mesma promover segurança aos seus leitores e ouvintes. Conquanto, não é isso que ocorre no Brasil, segundo dados do “G1.com” 2 em cada 5 pessoas aprimoram doenças mentais e tomam medicações não recomendadas por profissionais à partir de informações dadas na internet. Sendo assim, é evidente a falta de responsabilidade em sites de pesquisa e as consequências geradas por tal.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham a conter a Cibercondria e as consequências geradas por ela. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Poder Legislativo, exigir que em todos os sites de informações sobre saúde ter avisos claros sobre a importância da busca por médicos e profissionais, sancionando leis com direito a multas e punições, a fim de que os usuários tenham maior instrução e segurança em suas pesquisas. Posto isto, podemos controlar os casos de Cibercondria.