Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/11/2021
Na obra ‘‘Warcross’’, de Marie Lu, é retratado um mundo tecnologicamente evoluído, onde ocorre um evento, um tipo de jogo de realidade virtual, de maneira que toda a população é obrigada a participar, fazendo com que seja repensada a maneira de como a tecnologia revolucionou a vida do homem. Fora da ficção, é possível analisar a retomada de antigos problemas da sociedade nos dias atuais, como a hipocondria voltando com a cibercondria, de modo que é preciso rever a atual situação em relação a evolução tecnológica e suas consequências. Afinal, o mundo está progredindo ou apenas regredindo mascaradamente?
A priori, é válido analisar o conceito de hipocondria, que se baseia no vício da automedicação, mesmo quando não necessária. No Brasil, atualmente, o ato de tomar remédio por conta prórpia é bastante recorrente, cerca de 16 em cada 20 brasileiros fazem isso, de modo que a automedicação virou algo natural. Saber a relação entre hipocondria e cibercondria (junção dos termos ‘‘ciber’’ e ‘‘hipocondria’’) é essencial, visto que uma é praticamente igual a outra. Devido à crescente evolução tecnológica a internet revolucionou diversos parâmetros na vida do homem, de modo que fez surgir um ‘’novo’’ problema na sociedade, a cibercondria, que se baseia na automedicação exarcebada influenciada pela rede.
Outrossim, também é necessário validar as consequências da evolução exacerbada da tecnologia e como isso afeta a população visto que o retorno de antigos problemas sociais de novas formas é recorrente devido ao avanço tecnológico, de modo que se faz pensar que se o homem realmente está em constante evolução, como Charles Darwin dizia. A automedicação em si já pode levar a diversos problemas como a resistência a algum medicamento, mas a junção de tal hábito com pesquisas relacionadas pode agravar seriamente o problema. Quando se faz pesquisas relacionadas a saúde no Google, o chamado ‘‘Doutor Google’’, normalmente, acaba ocasionando, além da automedicação, a conclusão de que se tem uma doença, a sede de seguir um tratamento experimental, novo demais, entre outras coisas que apenas agravam os problemas já existentes nos dias atuais.
Portanto, é indubitável a necessidade de medidas que cessem tal problemática. Cabe ao MEC (Ministério da Educação), a inclusão, nas aulas de ciências e biologia, para o Ensino Fundamental e Médio, de aulas que visem mostrar as consequências e o que os vícios fazem com o corpo humano, tal qual a hipocondria, para a conscientização de crianças e adolescentes, assim como os veículos midiáticos devem criar propagandas que visem o mesmo para a população mais velha. Afim de tornar a sociedade realmente mais evoluída, fazendo com que o mundo fique progredindo.