Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/12/2021

Mostra-se um fato, que logo após a Terceira Revolução Indistrial, a maior parcela da população entrou em frequente contato com a internet. No entanto, a rede digital está repleta de informações falsas que podem prejudicar os usuários. Como consequência disso, a cibercondria se tornou algo evidente na sociedade conteporânea, tanto por conta de diagnósticos médicos com fontes ardilosas, quanto por publicidades que incentivam a automedicação.

Mormente, é imperativo apontar os principais impactos que as informações falsas trazem para os usuários da internet. Segundo Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, ‘‘Não há fatos, apenas interpretações’’. Nesse viés, tal afirmação de Nietzsche salienta a importância do desenvolvimento de critérios no momento da absorção de informações, visto que tal absorção executada de forma negligente, pode levar ao autodiagnóstico dos usuários na internet. Assim, enquanto as informações inautênticas perdurarem na rede virtual, o mundo será obrigado a conviver com a cibercondria.

Ademais, é fundamental apontar a automedicação como principal problema da cibercondria na sociedade. Em conformidade com o site ‘‘Portal T5’’, a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 19 anos. Diante disso, a publicidade usada como incentivo para a automedicação no Brasil, mostra-se sendo o fator impulsionador da automedicação no país, visto que a frequente exibição de comerciais recomendando remédios para uso pessoal, no caso sem acompanhamento médico, tendem a banalizar a automedicação no país. Dessa forma, enquanto a publicidade de remédios de forma irresponsável perdurar no país, o Brasil aumentará a porcentagem de automedicação pelos cidadãos.

Portanto, depreende-se da necessidade de reformulação desse cenário no país. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde dos cidadãos no Brasil, por meio de palestras com especialistas, informe os cidadãos das consequências que a automedicação promove para a saúde da vítima, para dessa forma, se consolidar uma sociedade mais saudável. Paralelamente, é imperativo que o governo federal, imponha leis que restrinjam a exibição de comerciais ardilosos que incentivam a automedicação nas redes sociais.