Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 25/09/2022
O escritor uruguaio Eduardo Galeano afirma que “a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la”. Por isso, é imprescindível compreender as causas da cibercondria a nova doença da era digital. De fato, esse quadro se deve a fatores como a informação de fácil acesso na internet, como também, a falta de conhecimento sobre os riscos da automedicação. Logo, são necessárias medidas para mitigar tal problema.
Em primeiro plano, vale relembrar como que a nova era digital auxilia no aprofundamento dessa questão. Nesse sentido,com o elevado avanço das redes de comunicação a sociedade ficou mais suscetível a maior disponibilidade de informações, porém, apesar de ser um grande avanço e oportunidade para a melhoria do conhecimento populacional, a internet acarretou a profunda confiança dos seus usuários, levando os mesmos a acreditarem que a melhor opção de diagnóstico provém da internet ao invés de um profissional da saúde. Assim, mesmo recebendo informações da internet de “possível doença” as pessoas vem esquecendo de que o artigo ou algo relacionado na internet, pode ser escrito por qualquer individuo, ou ser relacionado até mesmo a outra doença.
Em segunda instância, a Organização Mundial da Saúde (OMS), afirma que se não tiver um controle da automedicação populacional, principalmente de antibióticos, no futuro a sociedade enfrentará doenças impossíveis de erradicar,por causa do fortalecimento das bactérias. Na esteira desse pensamento, é possível perceber que a populção brasileira não percebe os riscos de se automedicarem, pois, segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF) esse comportamento é comum para 77% dos brasileiros. Logo, a sociedade precisa conhecer esses riscos.
Portanto, para que a realidade da cibercondria seja modificada, segundo Eduardo Galeano, é mister que Estado e Sociedade atuem em conjunto. Dessa forma, cabe ao governo disponibilizar maiores informações acerca do assunto para a população e criar leis mais rigorosas para o acesso de medicamentos, por meio de propagandas e palestras sobre o assunto e disponibilidade de receitas de medicamento para quem realmente precisa, a fim de que no futuro a sociedade mude seus hábitos não correndo o risco de criar doenças sem tratamento.