Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/03/2024
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é um estado de bem estar físico, mental e social, não sendo apenas uma mera ausência de doença. Entretanto, o cuidado para com distúrbios da era digital, tal como a cibercondria que afeta psicologicamente pessoas especialmente de gerações atuais, não estão sendo foco de discussões como deveriam, visto que estão associadas a diversas outras doenças e problemas como bactérias super resistentes e automedicação, além do autodiagnóstico e o seu ciclo vicioso.
Em primeira análise, não há dúvidas de que a internet é um instrumento muito útil para o desenvolvimento da sociedade em vários âmbitos de pesquisa, sociais e econômicos. Contudo, a mesma pode ser uma grande aliada das doenças psicológicas desenvolvidas nas gerações atuais. O fenômeno “Dr. Google” está fortemente relacionado à cibercondria, uma vez que, a facilidade de pesquisa dos fármacos associada à uma pessoa vulnerável pode resultar em automedicação descontrolada, podendo ocasionar níveis de infecções extremamente graves, como o desenvolvimento de bactérias multirresistentes, além das chances de agravamento de doenças previamente existentes.
Nesse sentido, a cibercondria é a ideia de que o indivíduo acredita possuir uma determinada patologia severa, porém não diagnosticada por um médico. Logo, esse autodiagnóstico pode causar a banalização de medicamentos fortes que são usados para tratar doenças. Diante disso, uma pessoa hipocondríaca se expõe aos riscos do mau uso desses medicamentos, que podem ocasionar falência de órgãos e farmacodependência. Dessa maneira, a cada efeito adverso, um novo autodiagnóstico, uma nova automedicação e assim o cibercondriaco entra em um ciclo vicioso.
Em suma, o Ministério da Saúde, órgão que promove assistência à saúde dos brasileiros, deve garantir mais conhecimento acerca desse comportamento que põe em risco a vida de muitas pessoas, através de informativos e prevenções nas principais mídias atuais, buscando mais saúde via diagnósticos e tratamentos fidedignos realizados por médicos e profissionais, garantindo assim, o controle da cibercondria.