Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 06/06/2021
No Brasil, a escravidão é um elemento que esteve presente desde a sua formação, uma vez que esse tipo de mão de obra foi utilizado durante o período colonial. Todavia, apesar de sua abolição ter ocorrido em 1988 e as leis trabalhistas terem ocorrido em 1930, tal exploração ainda é evidente. De maneira análoga a isso, observa-se que a desigualdade social presente no trabalho ainda prevalece nos dias atuais, onde o assediador utiliza o poder hierárquico para inferiorizar o subordinado. Desse modo, destacam-se dois aspectos importantes, sendo situações humilhantes e constrangedoras aos trabalhadores, e a sobrecarga de direitos impostas pelo chefe.
Primeiramente, deve-se ressaltar que o comportamento de assediadores, seja pela parte do chefe, ou de colegas de trabalho, prejudicam o rendimento e a saúde mental desse ser subordinado, o deixando completamente desestabilizado e desmoralizado perante os outros. Nesse sentido, verfica-se diversas formas de assédios nos ambientes de trabalho, como a vertical onde ocorre a desigualdade entre o ser hierárquico, e horizontal sendo entre colegas de trabalho.
Ademais, quando estabelece a relação vertical, a sobrecarga de direitos e a arrogância do assediador prevalece de maneira exorbitante. Dessa forma, segundo Eleanor Roosevelt, diplomata e ativista dos Direitos Humanos, afirma que “Ninguém pode fazer com que você se sinta inferior sem o seu consentimento”. Sendo assim, o funcionário, o qual recebe assédio, não deveria e não deve aceitar os fatos.
Depreende-se, portanto a necessidade de combater esses obstáculos. Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham conter os abusos de chefes nos ambientes trabalhistas, assediando moralmente os mesmos que estão se esforçando pela empresa. Por conseguinte, cabe a gestão de Recursos Humanos do estabelecimento, dar a assistência necessitada e cuidar dos problemas internos, por meio de denúncias dos próprios assediados, e implementação cultural com palestras e debates sobre o assunto, afim de que essa problemática não venha se perdurar. Somente assim, não retrocederá a década passada como foi durante o processo escravista no Brasil, quando se tinha um superior diante seu escravo.