Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 11/06/2021

De acordo com o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que permitiria a contemplação de todos.Entretanto, hodiernamente, os abusos feitos contra os trabalhadores tem contrariado o antigo pensador, uma vez que situações deliberadas e imorais têm acometido a integridade física e emocional desses empregados. Nesse contexto, tais impertinências possuem dois principais motivos: Ineficiência da educação básica, além da cultura do abuso.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o fragilizado ensino brasileiro é um dos atenuadores do problema. Sob esse viés, a perseguição psicológica feita por alguns indivíduos é fruto de uma educação que não trata da importância do respeito mútuo, dado que, segundo o filósofo Platão, as injustiças são resultado de uma instrução deficitária. Desse modo, o Estado é falho ao não promover a compostura com o próximo, como, por exemplo, a inexistência de disciplinas que dialoguem sobre o assunto. Por conseguinte, milhares de funcionários acabam tendo sua honra assediada em seu posto de trabalho. Logo, observa-se a necessidade de educar corretamente a população a esse respeito.

De modo complementar, a cultura da afronta potencializa a dificuldade a ser enfrentada. Nesse sentido, o sociólogo Gilberto Freyre, na obra “Casa-Grande e Senzala”, defendeu que a formação do brasileiro ocorreu pela colônia de exploração, em que os negros e os índios eram considerados seres inferiores. Essa política, retrógroda, denunciada pelo sociólogo, dialóga com a atualidade, visto que os empregadores por estarem numa posição mais elevada dentro da empresa, consideram que possuem o direito de assediar os que esão abaixo dele. À vista de exemplo, estudo inédito da Universidade de São Paulo, conferiu que quase 80% dos assalariados brasileiros, em algum momento da vida, sentiram que sua dignidade foi afetada por seus patrões. Dessa forma, nota-se a necessidade de mudar tal cenário.

É preciso, portanto, levantar medidas para combater o assédio moral dos empregos nas esferas educionais e legislativas. Destarte, o Ministério da Educação deve, por meio da criação da disciplina intitulada “Respeito na Sociedade”, orientar sobre os princípios básicos de deferência dentro do corpo social. Isto posto, a matéria precisa ser colocada em prática desde os primeiros anos da vida escolar do estudante para que ele já cresça com tais normas bem fundamentadas. Por fim, a ação tem por intuito, diminuir os casos de perseguição psicológica contra trabalhadores brasileiros. Ademais, o Ministério do Trabalho carece, por intermédio da criação de um núcleo especializado, receber denúncias de subordinados que tenham sido ofendidos por seus empregadores. Em suma, o ato tem por intuito acabar com a impunidade dos perseguidores. Feito isso, a dificuldade vivenciada por milhões de contratados se extinguirão.