Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 08/06/2021

Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória do ideal, por conta do combate ao assédio moral no trabalho. Desse modo, pode-se analisar a aceitação social e o descuido do poder público como causadores da problemática.

Em síntese, é legítimo postular que a aceitação social intensifca o problema. Nesse sentido, o conceito de banalidade do mal, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, informa que, quando um problema ocorre com bastante frequência na sociedade, passa a ser percebido como algo aceitável. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas que sofrem  assédio moral no trabalho aumentou 75%. Portanto, as pessoas que são assediadas moralmente  no ambiente de trabalho não causam incômodo  nos cidadãos brasileiros, que ficam cientes das dificuldadas passadas por essas pessoas, mas não tomam nenhuma atitude para acabar com a situação e que, consequentemente, impede que tal caso seja resolvido.

Ademais, outro fator é a negligência do poder público. Dessarte, pode-se citar o Ministério Público do Trabalho que prevê a diminuição do assédio moral no local de trabalho, mas que, segundo uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, o número de pessoas sendo assediadas moralmente no trabalho continua a aumentar. Por consequência, fica evidente que as ações (punir os assediadores e proteger as pessoas vítimas do assédio moral) tomadas são insuficientes para erradicar o problema. Em suma, a falta de apoio do poder público representa um descaso, diante da situação que deixa milhares de pessoas vítimas do assédio moral em situações desfavoráveis, pois o Ministério não toma medidas eficazes.

Sendo assim, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, em vista disso, que o Ministério Público do Trabalho crie campanhas de conscientização, por meio das redes socias, mostrando fotos e vídeos de como combater o assédio moral no ambiente de trabalho, fazendo com que a população mude o seu comportamento diante do problema. Assim, poder-se-á trasnformar o Brasil em um país sem defeitos, da mesma maneira que disse Lima Barreto.