Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 08/06/2021

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para se obter um pleno funcionamento do meio social é necessário mantê-lo igualitário e coeso. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, visto que é preciso combater a prática de assédio moral no ambiente de trabalho. Isso ocorre devido à falta de informação, além da necessidade de se obter um emprego. Favorecendo assim, um cenário de iniquidade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de informação como um dos principais desafios no combate ao assédio moral no trabalho. Segundo o filósofo Jean Jaques Rousseau, “o homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado”. Nessa perspectiva, depreende-se que a falta de esclarecimento aprisiona o cidadão, uma vez que muitas pessoas não sabem identificar se o que estão vivenciando é caracterizado como assédio moral. Assim, o funcionário acaba não denunciando esse tipo de ação. Dessa forma, desinibindo chefes e colegas de trabalho, levando a perpetuação do assédio.               Ademais, a necessidade de se possuir um emprego emerge como fator dificultador determinante no combate ao assédio moral no âmbito de trabalho. Conforme o filósofo Arthur Schopenhauer, “o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. Nesse viés, por medo, o empregado enfrenta constantemente essa prática e opta por não demonstrar sua insatisfação com o assédio. Com isso, a pessoa acaba internalizando todas essas situações desmoralizantes e desestabilizadoras. Dessa maneira, provocando prejuízos a saúde mental e afetando negativamente outras áreas da vida do funcionário.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para isso, é preciso que a mídia, como difusora de informação, através de propagandas e ficções engajadas, instrua a população a como identificar o assédio moral no trabalho, de modo a auxiliar as vítimas de quando devem denunciar. Além disso, é imprescindível que o poder público, como regulador social, por meio do Ministério da Saúde, alerte a população sobre os malefícios que esse tipo de atitude pode ocasionar na saúde dos cidadãos, a fim de incentivar a população a optar por uma melhor qualidade de vida, não aceitando vivenciar mais esse tipo de tratamento. Desse modo contribuindo para a concretização do pensamento de Durkheim.