Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 18/06/2021

De acordo com a lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer em movimento até que haja uma força capaz de mudar seu percurso. Em outro contexto, é possível perceber a mesma condição no que concerne o assédio moral no trabalho, que segue sem intervenções aptas de mudar seu trajeto. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da impunidade em consonância da vista grossa feita pelo sociedade frente a uma pauta tão séria.

Diante desse cenário, pode-se dizer que a impunidade contribui com casos de abuso de poder e chantagem no ambiente de trabalho, devido a essa ausência fiscal, hierarquias abusivas tomam vida, podendo causar até danos psicológicos aos trabalhadores. Segundo as idéias do filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não desempenha corretamente sua função de garantir direitos essenciais, assim como direitos trabalhistas. Nesse sentido, fica claro a necessidade da adição de meios de fiscalização capazes de garantir um melhor bem-estar aos empregados.

Ademais, convém frisar que a vista grossa feita pelo país também é considerada responsável por tal eventualidade. Consoante à filosofa francesa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Nessa linha de pensamento, há uma neutralização da sociedade quando visto que jovens e adolescentes crescem vendo casos de assédio serem noticiados com frequencia, concluindo ser algo comum. Assim, como não há uma boa base disciplinar, no que se refere a direitos, dificultando-se a modificação dessa circuntância.

Depreende-se, pontanto, a necessidade mecanismos capazes de erradicar a soberania excessiva. Para isso, é imprescindível que o Ministério do trabalho aprimore os meios de denúncias e fiscalização - o mesmo pode ser realizado por meio de novos editais, nois quais torna obrigatório a formação de conselhos no ambiente empresarial voltados para a identificação de abuso de poder, denunciando e forncendo o apoio necessário burocraticamente e psicologicamente às vítimas - a fim de reduzir casos dessa natureza progressivamente , fazendo valer o direito social, evidênciando a gravidade e importância de não calar-se. Logo, a Inércia não será mais uma realidade, consolidando-se uma sociedade mais humanizada, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.