Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 17/06/2021
Em 2019, um Projeto de Lei foi aprovado, na Câmara dos Deputados, contra o assédio moral no trabalho, e o considera como crime. No entanto, esse combate necessita ser mais atuante dentro das próprias empresas, pois ainda ocorre com frequência. Ademais, para ser uma luta efetiva, é necessário entender as causas e suas consequências para a vítima.
Primeiramente, para compreender o assédio moral no trabalho nos dias de hoje, é crucial saber sobre as relações humanas ao longo da história. Como exemplo, no período do Brasil Colônia, as relações de trabalhos eram feitas entre os donos de escravos e seus serviçais, uma relação clássica de subordinação. Nessa fase, as pessoas que estavam no poder submetiam, aos empregados, os diversos tipos de agressões, entre elas, a moral. Nesse viés, o assédio moral vigora, principalmente entre um nível hierárquico superior ao inferior.
Segundamente, há inúmeras consequências para a vítima, como a perda do emprego, o que dificulta o combate no ambiente de trabalho. Para exemplificar, um empregado que é submetido aos insultos de um superior hierárquico sem reagir, é mais propício a não ser demitido, porque o chefe estará sobre o seu comando. Em contrapartida, se o subordinado reagir, este corre o risco de sofrer a demissão. Por conta disso, o medo das consequências dificulta a atuação no combate a esse crime.
Em suma, os funcionários que sofrem esse tipo de abuso precisam ser mais ativos nesse enfrentamento. Para isso ocorrer, compete ao cidadão buscar o serviço judiciário, nos casos de assédio, por meio de ação judicial, com advogado, a fim de punir o assediador. Com efeito, os casos diminuirão, e assim, os funcionários não sofrerão com os abusos.