Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 18/06/2021

“O capitão invisível” trata da desvalorização de alguns indíviduos na sociedade brasileira. De fato, a crítica de Dimenstein é verificada na questão do assédio moral no ambiente corporativo, onde encontra-se uma realidade alarmante proveniente do uso abusivo de poder. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas o silenciamento de colaboradores e a perpetuação da lógica capitalista.

Dessa forma, em primeira análise a falta de espaço para fala é um desafio no problema. Consoante ao pensamento de Djalma Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, o enfoque dado às opiniões e sentimentos vindo da grande maioria de trabalhadores é ignorada por seus superiores e devido às necessidade de sustento, tais individuos permanecem calados.

Além disso, a priorizaçao de interesses financeiros é um entreve no que tange à problemática. De acordo com Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida quando se observa a estruta organicional, onde os únicos anseios a serem solucionados são de quem está no topo da hierarquia, afinal, o que deve imperar para eles é o seu  alto faturamento. Esquecendo que o mesmo, depende exclusivamente dos níveis abaixo.

Portanto, é indubitável intervir sobre o problema. O Poder Executivo deve garantir que todos os direitos e assistências provenientes das leis trabalhistas estejam em vigor em toda e qualquer empresa do Brasil, por meio de fiscalizações, pesquisas referente ao clima organizacional, canais de denúncias e caso encontrada alguma problemática, punir de forma legal os responsáveis e assegurar o bem-estar da vítima. Paralelo a isso, O Ministério do Trabalho, deve investir em informação, por meio de palestras e campanhas que visem o entendimento da importância que a  saúde mental tem no âmbito corporativo, com objetivo de trazer benefício mútuo entre as hierarquias. Visando assim, menos “cidadaõs de papel”, como defendeu Dimenstein.