Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 20/06/2021

No pós Era Vargas, o trabalhador brasileiro passou a contar com uma série de direitos antes inexistentes. Entretanto tal panorama de progresso não foi suficiente para findar com todos os problemas enfrentados pelos funcionários, entre eles o assédio sofrido no ambiente laboral. Dessa forma, torna-se imperativo que se conheça as causas dessa problemática: o descaso governamental e a ascessão do individualismo.

Diante desse cenário, é lícito afirmar que o descaso governamental atua como um sustentáculo para o problema. A respeito disso, o filósofo John Locke postulou que o governo existe para regular as relações humanas na sociedade. Em paralelo a isso, percebe-se que no ambiente de trabalho se estabelecem inúmeras relações sociais. Logo, percebe-se que também é obrigação do Estado impedir abusos em tais relações. Desse modo o combate ao assédio moral começa com a mobilização Estatal.

Além disso, um ascessão do individualismo torna-se um propulsor do problema em questão. Nesse sentido, Sertillanges em “A vida intelectual” declara que precisamos ter o espírito das abelhas: o mel é feito de várias flores. Analogamente a isso, percebe-se na realidade, um espírito contrário ao principiado por Sertillanges, uma vez que no ambiente laboral prevalece um espírito de competição. Logo, se o opor ao individualismo exacerbado é impressindível para o combate ao assédio moral no trabalho.

Dado o exposto, percebe-se a gravidade do problema. Desse modo, cabe ao ministério do trabalho promover uma campanha, direcionada ao ambiente laboral, contra o assédio moral. Tal campanha deve contar com a abertura de um site direcionado a denúncias e apoio psicológico as vítimas. Dessa forma, a problematica será atenuada.