Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 20/06/2021

Temos que respeitar mutuamente o direito do outro, e este é o começo do direito, da justiça. Assim se pronuncia Hugues-Félicite acerca do inestimável valor da igualdade de direitos. Com efeito, esse entendimento deve servir de motivação no combate ao assédio moral no trabalho, um fim de tornar um ambiente de trabalho saudável e prazeroso.

A priori, é importante ressaltar que palavras e atitudes hostis dirigidas por chefes ou colegas, têm agravado a saúde dos trabalhadores que, frustrados, temem perder o emprego, suportam o assédio moral. Para psicólogos do trabalho, brincadeiras e comentários de mau gosto não só abatem o trabalhador, como também põem em risco sua produtividade - quer física, quer intelectual.

A posteriori, Acrescenta-se ainda que, muito embora as mulheres sejam consideradas frágeis e indefesas, o assédio no trabalho também atinge os homens, símbolos de força e coragem. Às mulheres são endereçadas intimidações que, muitas vezes, poema em check sua capacidade intelectual. Aos homens, quase sempre, as ofensas recaem sobre sua masculinidade. No mais, é preciso dizer que o assediador tem plena convicção de que é inconveniente e leviano, mas, levado pelo sadismo e - por que não dizer - pela inveja, procura aniquilar os assediados, na contramão do bom senso, que é a mais clara prova da ética e da moral.

Desse modo, para erradicar a cultura do assédio moral no trabalho, Poder Público e comunidade civil devem estabelecer uma parceria: enquanto as diversas esferas do Ministério do Trabalho e do Emprego empenham-se em legislar, fiscalizar e punir os assediadores, aos demais atores sociais cabe denunciar indícios de assédio moral, por meio de canais criados pelas empresas especificamente destinados a essa finalidade (como ouvidorias, 0800, e-mail etc.), a fim de que seja restabelecido o ambiente de trabalho saudável, coibindo, assim, o assédio moral, conduta altamente arbitrária, cruel e desumana.