Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 21/06/2021
Códigos de ética e respeito para funcionários com mais qualidade de vida
Viver em um ambiente saudável e com regras a serem respeitadas, principalmente no meio em que se trabalha, é fundamental para manter a saúde mental e até mesmo física. Todavia, como a sociedade é composta de pessoas diferentes e com personalidades distintas, muitas vezes os valores para um bom convívio são quebrados, gerando um caso de assédio moral, em que a vítima pode ter seu psicológico afetado e desenvolver problemas sociais e familiares. Por não ganharem a devida atenção, situações assim são bem mais constantes do que se possa imaginar.
Seja por conta de uma relação hierárquica, rivalidade, inveja, opiniões divergentes ou uma simples falha no caráter do agressor, num local de trabalho em que as regras de convivência não são bem difusas, o assédio sempre ocorrerá, através de cobrança excessiva, ofensas e violação de direitos, pois o assediador não se sentirá ameaçado e todos normalizarão as atitudes ou até mesmo farão parte delas. Um levantamento feito pela plataforma VAGAS.com mostra que, entre 5 mil pessoas entrevistadas, 52% já foram assediadas no emprego, sendo 47,3% moralmente. A maioria delas não denunciou por medo de perder o cargo, e a menor parcela por vergonha. Dos indivíduos que denunciaram, 74% deles disseram que o agressor continuou a trabalhar na mesma empresa.
É extremamente comum que os funcionários que passam por essas situações saiam com traumas gigantescos, podendo esse fator afetar as suas carreiras para o resto da vida, gerar uma saúde mental e física debilitada, o surgimento de ansiedade severa, depressão, problemas de socialização e interação, problemas na família, insônia e até mesmo distúrbios alimentares e suicídio, além de denegrir a imagem do local de trabalho em que ocorreu o assédio e causar despesas para a sociedade como um todo, com tratamento médico e benefícios como auxílios e aposentadoria precoce.
Levando em conta os aspectos evidenciados, o governo, por meio de leis e fiscalizações, devem exigir que as empresas tenham uma espécie de código de ética objetivo e claro para lembrar sempre seus funcionários sobre os direitos trabalhistas, a fim de conscientizá-los sobre o que é tolerável ou não fazer dentro do ambiente de trabalho, tornando o mundo com índices cada vez menores de assédio moral, além da tarefa que cabe à justiça de executar de fato e com consistência a pena a quem comete esse crime, e o proibindo de retornar ao emprego de origem.