Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 21/06/2021

É inegável que o assédio está presente na sociedade, com seus inúmeros tipos. Um deles, é o assédio moral, o qual é muito comum no meio profissional e consiste em ferir a dignidade de algum inivíduo, fazendo com que o mesmo se sinta humilhado. Diante disso, dois aspectos fazem-se relevantes: a vulnerabilidade de funcionários em relação aos seus patrões e o abuso de autoridade dos chefes de trabalho.

Primeiramente, é válido citar que grande parte das vítimas do assédio moral, são funcionários em ambientes de trabalho. Pelo simples fato de serem dependentes do emprego para a sobrevivência, muitos “baixam a guarda” por medo do desemprego. A pesquisa publicada pelo G1, aponta que mais da metade dos profissionais brasileiros pratica ou tolera assédio em seu ambiente de trabalho. Ainda ressalta que 41% dos participantes da pesquisa se omitem á prática do assédio moral.

Por seguinte, pode-se citar que a aquisição ou o porte de algum poder, leva muitas pessoas ao abuso do mesmo e infelizmente, isso é uma realidade nos ambientes profissionais. Segundo dados da CNJ (Conselho Nacional de Justiça), só em 2015 houveram 21 mil casos de abuso de autoridade.

Diante dos argumentos supracitados, conclui-se que o assédio moral deve ser interrompido. Para resolver esse impasse, o Governo juntamente com o Ministério do Trabalho, deve criar um projeto que apoie as vítimas de humilhação em seus serviços, fazendo com que os praticantes tenham seus cargos rebaixados, ou na pior das hipóteses, que sejam demitidos. É necessário que as empresas, sejam elas grandes ou pequenas, tenham uma fiscalização rígida com relação ao assédio moral para que se torne simples e fácil detectar um caso no qual a vítima esteja se omitindo. E por fim, a criação de um Orgão voltado para casos de assédio moral, seria muito promissor, com uma espécie de “disque 100” para denunciar oque segundo a Lei 4742/2001 é considerado crime .