Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 20/07/2021
Desde a Revolução Industrial é notável a exploração do proletariado pelas péssimas condições de trabalho. Hoje, a exploração não é mais física, e sim psicológica. Atos de humilhação, exposição e sobrecarga desnecessária - o assédio moral - no ambiente de trabalho causa danos permanentes à saúde mental do funcionário, além dos subempregos e a hierarquização das profissões que também contribuem com a violência psicológica.
Embora a crítica sobre o relacionamento entre patrão e empregado seja antiga, as convivências continuam desiguais e danosas. Conforme Karl Marx, as relações trabalhistas não são igualitárias, em sua época observava-se a humilhação da burguesia sobre o proletariado, atualmente, esse comportamente continua entre a chefia e seus subordinados. E continuará, já que a dependência do emprego, ainda mais em um país de sucessivas crises, causa ao trabalhador a submissão necessária para que a humilhação seja aceita sem críticas, por medo da demissão.
Ademais, essa submissão está presente no cotidiano do brasileiro desde a colonização, sendo reforçada pela escravidão e no presente pelos subempregos, sendo esses muitas vezes mal remunerados, de carga horário excessiva e sem direitos básicos como férias ou décimo terceiro. O comportamento abusivo de uma classe dominante sempre esteve presente na história do país, sendo os colonizadores ou grandes empresários, que com a falta de leis e o apoio governamental em reformas trabalhistas (visto que um dos grandes lemas era fazer acordos entre patrão e empregados) esses têm o poder de violentar psicologicamente o trabalhador, causando assim, danos à dignidade psíquico-emocional. Assim, a qualidade do trabalho decai e doenças como ansiedade, depressão e ataques de pânico tornam-se comuns no ambiente de trabalho.
Portanto, a fim de reestabelecer relações trabalhistas adequadas é necessário uma reforma no modo de trabalhar. O funcionário precisa de autonomia e confiança para garantir seus diretos, logo agentes governamentais em parceria com os sindicatos devem promover reuniões e seminários sobre os limites da autoridade, e criar canais de denúncia onde aqueles que foram violados sejam ouvidos e possam ter a certeza que os assediadores seram punidos. Além disso, é preciso trazer para a discussão a falta de um regularmento sobre as práticas trabalhistas atuais, logo uma nova reforma dessa área também se faz necessária. Desse modo, os empregados teram uma maior qualidade de vida, não precisaram tirar licenças por problemas psicológicos e seram capazes de produzir mais. Assim, a saúde mental será preservada e o medo abandonado, deixando as péssimas condições de trabalho da revolução industrial somente no passado,