Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 25/06/2021

Por um trabalho com segurança emocional

Para a filósofa alemã Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. No entanto, muitos trabalhadores não usufruem plenamente dessa garantia ao serem assediados moralmente em seu local de trabalho. Nesse contexto, é inegável a negligência legislativa e a carência de debates sobre a existência dessa violência, a qual leva a falta de denúncias e o sofrimento silenciado.

Convém ressaltar, quanto a falta de fiscalização é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), mostra que mais da metade dos profissionais brasileiros entrevistados pratica ou tolera assédio em seu ambiente de trabalho. O qual evidencia o descumprimento ou a ineficácia das leis que impõem os direitos de segurança aos funcionários.

Além disso, é nítido como esse tipo de assédio prejudica demasiadamente a saúde mental do empregado. Visto que constantes pressões psicológicas com condutas abusivas e humilhações, resultam na insegurança do mesmo e manipula-o a temer a perda do emprego, suportando então o assédio moral calado. Contudo, esse silenciamento colabora com ineficácia da fiscalização, já que a ausência de denúncias gera o desconhecimento dos casos. Por isso torna-se explícito a necessidade de mais debates sobre esse tema.

Portanto, o Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Segurança Pública deve investir no combate ao assédio moral no trabalho, por meio de palestras com o intuito de garantir conhecimento aos contratados, tanto sobre os prejuízos desse mal para o psicológico, quanto como podem recorrer caso sejam vítimas desse abuso. Assim, provavelmente, a intenção de Arendt poderá ser imposta.