Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 26/06/2021

“No meio do camino tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Esse trecho do poema de Carlos Druummond de Andrade, escritor da segunda geração modernista, exemplifica os abusos que empregados sofrem no seu trabalho. Dessa forma, faz-se necessário discutir essa problemática, a qual é causada pela: pejotização  e sonegação de direitos dos trabalhadores.

Primeiramente, vale dizer que segundo o filósofo Sêneca " o trabalho é o alimento da alma dos nobres”. Assim, percebe-se como ele é valorizado e considerado por ele um elemento chave para a dignidade humana. No entanto, o trabalhador e seu produto estão sendo desvalorizados, como consequência  tem-se o abuso moral, uma vez que o empregado não tendo consciência de classe, permite-se  passar por situações abusivas, como: intimidação verbal, desvalorização e etc. Além disso, o cantor Chico Buarque na sua música intitulada " Construção" demonstra como aquele é desprezado, tal fato fica claro no tracho “morreu no meio da rua atrapalhando o tráfego”, nota-se o descaso para com ele assim  que não  é mais útil para o ambiente laboral. Isso só ocorre porque esse não sabe o seu valor - equivalente a consciência de classe. Logo, em virtude dos fatos mencionados, medidas devem ser feitas.

Ademais, vale ressaltar que a sonegação de direitos contribui para o impasse, pois coloca em vulnerabilidade o operário. Assim sendo, esse sem apoio na prática das leis trabalhistas é obrigado a permanecer sendo desrespeitado e como resultado há a sobrecarga deliberada, podendo resultar em: depressão e ansiedade, dentre outros transtornos psicológicos. De certo, essa situação é descrita no livro “O cidadão de papel” de Gilberto Dimenstein, escritor brasileiro, ele faz crítica à justiça brasileira, pois afirma que os direitos dos canarinhos exitem somente no papel-cidadania de papel. Dessa maneira, como não há o apoio jurídico são muitas as situações de frustação e insegurança na carreira de muitos profissionais, principalmente os do meio coorporativo. Com efeito, diante da argumentação, ações devem ser executadas.

Outrossim, segundo o filósofo Confúncio " não corrigir nossas fallhas é o mesmo que cometer novos erros. Portanto, o Ministério do Trabalho deve fiscalizar de forma mais rigoroza qualquer ato de desacato ao operário, por meio do auxílio dos sindicatos e de a gentes fiscais de nível médio, possuidores de conhecimento jurídico, a fim de garantir que a pedra mencionada por Drummond seja destruída e o canarinho valorizado.