Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 27/06/2021
Conforme Nicolau Maquiavel, no livro “O príncipe”, o governo dispõe-se à incumbência de operar e ter como objetivo o bem universal. Diante dessa perspectiva, ao analisar o combate ao assédio moral no trabalho, percebe-se que a proposta do filósofo não se mostra presente, pois essa problemática é tratada com desleixo por parte do Estado, deste modo, é indubitável uma desigualdade social dentro das empresas. Além do mais, não é vista com relevância pelos cidadãos.
Em primeiro lugar, precisa-se salientar da ausência de medidas governamentais para enfrentar à questão desse abuso moral no trabalho. Nesse sentido, é essencial observar que essa conduta coloca o funcionário em situações lamentáveis, totalmente contra os seus direitos humanos, em virtude de que as autoridades federais não estão fazendo o seu dever de proteger essas vítimas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do seu “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os indivíduos desfrutem de direitos indispensáveis como a segurança e a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a omissão por parte dos cidadãos do Brasil como um fator influênciador dessa narrativa. De acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Diante de tal exposto, nota-se que em um ambiente hostil, no qual põem muitos trabalhadores em posições humilhantes e constrangedoras, visto que uma falta de comunicação e respeito com o colega de serviço contribue ferozmente com essas banalidades, de forma que se adequam a essa condição social. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescidível que o Ministério Público, responsável pelos interesses comunitários e fiel observância da Constituição, por meio de verbas do governo federal, deve atuar com sabedoria, criando leis mais rígidas, construir palestras e mais praças públicas para alertar a população, com o intuito de informatizar mais as pessoas e punindo aqueles que cometem esses crimes. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e igualitária, desempenhando o seu “contrato social” corretamente, tal como afirma John Locke.