Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 29/06/2021
De acordo com o pensador Émile Durkheim, a sociedade compõe um organismo social, onde as relações interpessoais nos regem como partes individuais de um ser biológico alteram o seu todo. De tal modo, não seria incorreto afirmar que menores partes dessa sociedade também se aplicam à este pensamento, como por exemplo no trabalho. Porém, este relacionamento de interrelações sociais não é sempre harmonioso e problemas como o assédio moral podem acontecer, provocando diversos problemas. Com base nisso, deve-se analisar o perfil das pessoas que praticam este ato horrendo, assim como entender por que essas pessoas fazem isso a fim de resolver essa problemática.
Primeiramente se torna extremamente válido apresentar duas formas distintas de assédio moral que caracterizam uma grande maioria dos casos. Existe o assédio moral vertical, onde esta advém de uma diferença de posição hierárquica sendo ela de superiores com subordinados ou vice-versa, e há também o assédio horizontal, entre colegas de trabalho sem nenhum traço de subordinação. A partir disto, podemos ver que o assédio apresenta a capacidade de ser reproduzido por qualquer um, demonstrando então que o perfil dos provocadores não pode ser definido por hierarquia mas sim por pessoas que demonstram uma falta de cooperação no ambiente de trabalho. Logo, vê-se que necessita-se um esforço coletivo para a indentificação desses infratores.
Outro fator que deve ser augmentado é a motivação dessas infrações, na grande maioria das vezes esse assédio moral não é acidental. Ele serve para desmoralizar e diminuir os profissionais que a sofrem até chegarem num ponto de improdutividade e/ou de tortura emocional, culminando em sua eventual demissão. Vê-se então, que ambos as motivações advém de uma vontade do agressor de que o alvo destes ataques seja eliminado da área de trabalho, porém esta vontade radical e abrupta também pode ser originada de pensamentos sem fundamento e infantis, causando uma hostilidade desnecessária. Dito isso, fica claro a necessidade de intervenção neste problema.
Acredita-se portanto, que acerca do tema do assédio moral no trabalho, medidas devem ser tomadas. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação (MEC) realizar um trabalho desde a infância das futuras populações trabalhadoras à estimularem a cooperação e a empatia por meio de workshops e palestras, a fim de educar a todos sobre os perigos do assédio moral para a mente, visto que a saúde mental é inevitável para uma saúde íntegra. Cabe também ao Governo federal em conjunto com as organizações de trabalhadores de todos os ramos o estabelecimento de uma rede segura de amparo a pessoas que sofrem com o assédio para poder eliminar aqueles que o praticam e para que a vítima se sinta segura em denunciar tais comportamentos. Feito isso, espera-se que a situaçao melhore.