Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 06/07/2021

O modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas no país, o qual visava lançar voz à realidade de todos os segmentos populacionais. No entanto, hodiernamente, percebe-se que esse ideal é revogado na medida em que ocorre a incidência do assédio moral no ambiente de trabalho. Nesse sentido é necessário destacar duas vertentes que contribuem para a perpetuação da querela: a falta de investimento em fiscalização do ambiente de trabalho e o medo de ficar desempregado.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de aportes voltados a melhoria da companhia e do convívio no ambiente de trabalho, a fim de aumentar a produtividade da equipe e prevenir abusos dos superiores aos subordinados. Nesse contexto, é de suma importância fazer um estudo de perfil comportamental de todos os colaboradores, principalmente dos cargos de chefia. Assim, a organização consegue mapear possíveis casos de condutas abusivas e, consequentemente, evita desavenças internas na empresa.

Ademais, é fundamental apontar o medo de perder o emprego como fator determinante assédio moral no serviço. Segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC) mostra que mais da metade dos brasileiros pratica ou tolera assédio em seu ambiente de trabalho. Dessa forma, mostra um círculo vicioso, na qual os comportamentos abusivos são aprendidos e repassados pelos colaboradores, que omitem a situação com medo de perder o sustento da família e apenas aceitam esse tratamento.

Depreende-se, portanto, a necessidade da fiscalização do ambiente de trabalho e a reeducação dos colaboradores da empresa. Para isso, é imprescindível que as organizações contratem psicólogos para fazerem perfis comportamentais dos colaboradores ou até consultorias especializadas em harmonia no ambiente de trabalho. Assim, os trabalhadores sentirão mais seguros e , por consequência, a empresa irá prosperar ainda mais.