Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 21/07/2021
Lançado em 2003, o famoso filme “O Diabo veste Prada”, mostra os bastidores da vida de Andy, uma assistente de jornalismo de moda. Nesse sentido, através do recorte de um ambiente de trabalho não saudável, a narrativa revela as humilhações diárias que a estagiária sofre por sua patroa. Fora da ficção, fica evidente que esta é a realidade em muitos locais de trabalho, uma vez que: posições hierárquicas dentro de uma empresa fazem com que trabalhadores desenvolvam um complexo de superioridade sobre outros e assim, propiciam uma área de convívio abusiva para os subordinados.
Em primeiro plano, é importante entender que Alfred Adler, psicólogo que estuda o complexo de superioridade, diz que os sinais deste são um comportamento narcisista e desrespeitoso, muito comum em pessoas que ocupam cargos superiores. Atrelado a isso, uma pesquisa feita pelo site de empregos “Vagas.com”, revela que 84% dos assédios no trabalho são cometidos por um chefe ou por alguém que ocupa um cargo alto. Desta forma, compreende-se que o poder hierárquico propicia uma falsa sensação de liberdade de comportamento, dando espaço para o início do assédio moral com os colegas de trabalho.
Em contraste a esta perspectiva, deve-se lembrar que, em março de 2019, a Câmara Federal aprovou o Projeto de Lei que tipifica o assédio moral no trabalho como crime. Porém, entendendo que grande parte do comportamento desrespeitoso parte de cargos superiores, existe um medo de denunciar. A pesquisa citada anteriormente também concluí que: 87% dos funcionários não denunciam o assédio e continuam trabalhando normalmente por medo de serem demitidos. Consequentemente, não existe muito combate ao assédio moral no trabalho e estes locas se tornam totalmente desconfortáveis e maléficos para o psíquico-emocional do ser humano.
Infere-se, portanto, que o assédio moral atrapalha um desenvolvimento saudável do trabalho. Assim, medidas são necessárias a fim de promover o combate a essa prática. Para que isso ocorra, os diversos Sindicatos dos trabalhadores devem investir na educação dos líderes empresariais, através programas de formação e acompanhamento desses líderes ao longo dos processos. Com o intuito assim, de que os chefes tenham uma postura adequada perante seus subordinados. Desta forma, os ambientes de trabalho se tornaram mais saudáveis para todos.