Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 10/07/2021

No filme “Cinquenta tons mais escuros”, a protagonista Anastácia Steele é assediada por seu chefe, Jack Hide, no escritório em que trabalham, tanto de maneira oral como física. Fora da ficcção isso não é muito diferente no que se diz respeito ao assédio moral no trabalho. Isso ocorre devido ao abuso de poder dos cargos supeiores dentro das empresas e a negligência por parte dos colaboradores da mesma. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, é relevante abordarmos uma frase do economista Max Weber “O poder só reconhece quem sabe exerce-lo”, a afirmação dita por ele, expressa, gradativamente que, aqueles os quais usufruem do poder, e o usam de justificativa para a prática de tais ações, como o assédio, não são reconhecidos por “poderosos”, visto que se trata de uma atitude que desde de 2019 é considerada crime no Brasil, acabando que degredindo a imagem profissional e prejudicando a saúde emocional das vítimas, vulgo colaboradores de cargo inferior.

Ademais, diante desse hierarquia presente nas empresas atualmente, muitos dos ocorridos do crime citado são negligenciados pelos pagantes, por medo de perderem seus empregos e de enfrentarem seus chefes. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE (Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística) cerca de 17% dos trabalhadores alegam já terem vivenciado uma situação da problemática, sem contar as cenas omitidas.

Desse modo, é de suma importância que medidas sejam tomadas para resolver o problema atual. Cabe ao Ministério do Trabalho junto ao Ministério da Educação desenvolverem projetos que visem ensinar os comportamentos éticos dentro do ambiente acadêmico, ainda no ensino médio, período que antecede o mercado de trabalho, e ainda promover nas mídias digitais publicações acerca da temática. Cabe ainda ao poder legislativo averiguar melhor as leis em vigor que favorecem o trabalhador, dando a eles maior segurança no meio profissional, combatendo então o assédio moral e fazendo jus ao reconhecimento de poder.