Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 13/07/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, o assédio moral no trabalho dificullta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de participação popular.

Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a continuidade da problemática. Nesse sentido, a Constituição federal de 1988 prevê o direito à igualdade e ao bem-estar social. No entanto, a perpetuação do embate fere a legislação e demonstra a incapacidade estatal de prover aos cidadãos segurança no ambiente de trabalho e os direitos básicos previstos na Carta Magna. Por isso, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, o livro “Ensaio sobre a cegueira” discorre que a cegueira moral é o pior tipo, uma vez que, a mesma não o deixa ver a verdade. Desse modo, a sociedade que é indiferente ao assédio que permeia o dia a dia da mesma, também é culpada por essa situação, sendo assim, fator determinante para a concretização da visão do autor. Tudo isso agrava esse quadro deletério e impede o desenvolvimento da nação.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para garantir a segurança e a liberdade no ambiente trabalhista. Assim, o Ministério da Justiça, por meio de modificações na legislação, coibir atos de assédio e de conduta abusiva, além da mídia, juntamente com a sociedade, deve promover por meio de ações sociais com o intuito de alertar sobre a situação dos trabalhadores, a fim de alcançar um ambiente de trabalho seguro para todos. Somente assim a coletividade alcançará a utopia de More.