Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 02/09/2021
Na série norte-americana “Riverdale”, o prefeito da cidade, Hiram Lodge, mantém um plano de governo totalmente corrupto e, utiliza chantagens emocionais a um dos jovens locais para não ser fraudado. Fora da ficção, o assédio moral nos ambientes de trabalho também é um problema a ser enfrentado pela sociedade brasileira. Nesse sentido, a carência de campanhas e a falta de alteridade da população atrasam o combate dessa mazela social.
Em primeira análise, a negligência governamental quanto ao direcionamento de campanhas contra o assédio moral dificulta suprimir esse imbróglio. Nessa perspectiva, o filósofo grego Aristóteles defendia que a política deveria promover a justiça social, isto é, o Estado é responsável por garantir o bem-estar de todos. No entanto, percebe-se que esse fundamento aristotélico permanece no âmbito da metafísica e, por conseguinte, não é praticado. Prova disso são os inúmeros casos de assédio no ambiente de trabalho que não podem ser denunciados por falta de informação ou até mesmo, por não saber que tal prática é crime. Dessa maneira, nota-se a ineficácia das gestões governamentais em relação à segurança, as quais deveriam assegurar os direitos previstos pela Constituição Cidadã de 1988.
Ademais, a escassez de alteridade - valor ético que adota a tolerância como medida para colocar-se no lugar do outro -, mostra a ignorância da sociedade e justifica a dificuldade de combater o assédio moral no trabalho. Nesse contexto, segundo o escritor brasileiro Augusto Cury, “os frágeis usam a violência e os fortes as idéias”. De maneira análoga, é notório que seu pensamento está correto, pois desentendimentos gerados no trabalho, normalmente, acabam deixando de lado o diálogo e priorizando a violência. Sob essa ótica, chantagens ameaçadoras, discursos de ódio, bullying, ataques físicos ou qualquer tipo de ação que promova constrangimento ao funcionário configura-se como assédio moral.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar a prática desse crime no Brasil. Então, o Ministério da Segurança Pública, por meio de verbas governamentais, deve criar palestras públicas, totalmente gratuitas, para que todos possam participar. Esses eventos podem ser realizados por psicólogos com o objetivo de informar a população sobre as consequências que o assédio moral pode causar nos indivíduos que são vítimas desse crime, além de investir em campanhas que possam expandir as informações sobre essa temática, a fim de reduzir os casos de assédio moral no país. Assim, seria possível viver em uma nação justa e empática e, diferente da série “Riverdale”, ninguém precisaria ser vítima desse tipo de violência no ambiente de trabalho.